Sunday, April 13, 2008

O bem e o mal

Nosso bem é também o nosso maior mal. Explico. Aquilo que nos torna os melhores é também o que nos torna os piores. O pensamento continua confuso?, eu sei. Qual a caracteristica que nos individualiza como povo? A despreocupação, a alegria, o famoso jeitinho brasileiro? É isso, somos um povo que não leva nada a sério, nosso "lasse faire" é o que ameniza e desorganiza o convivio social.

O nosso povo não tem uma indole que o leve a cobrar dos governantes; para o bem e para o mal não somos seguidores e ccumpridores da lei. Para tudo há um jeitinho, uma saída, uma forma de contornar os problemas - mesmo quando os problemas não são verdadeiramente problemas, mas a lei que regula e orienta para o convivio social.

Queremos o império da lei e, a um só tempo, não queremos. Queremos ordem na fila e queremos ser atendidos em primeiro lugar, ou queremos um passe-livre, ou um amigo que "nos quebre o galho". Quereos o paraíso com uma legislação e um proceder do inferno. Impossível!

Monday, May 21, 2007

Escambos

Todos conhecem aquelas histórias em que os colonizadores trocavam quinquilharias (espelhinhos, bijuterias e outras bugigangas) com os índios por ouro ou pedras preciosas. Era um escambo em que os exploradores se valiam da ignorância dos silvícolas para levar a melhor no negócio.

Pois em pleno século XXI, depois que um índio cocaleiro boliviano conseguiu levar a melhor sobre todo o - competentíssimo - governo brasileiro, parece que a história está correndo mundo e todos estão querendo tirar a sua casquinha.

Agora são os paraguaios que se dizem injustiçados, insatisfeitos com o valor pago pela utilização da energia excedente e pertencente aos 50% do Paraguai que é produzida pela Usina Binacional de Itaipu. Já abriram a boca - começaram a acenar com os espelhinhos - e estão querendo receber mais.

A julgar pelo passado, eles tem uma grande chance!

Tuesday, April 24, 2007

Verdades que ninguém gosta de ver...

Certas verdades ninguém gosta de ver reveladas. São ferinas, maltratam, ferem, doem. O homem se esforça para contrariar as leis da natureza e sempre dá com os burros n'água. Ou tenta fazer uma leitura seletiva e adaptativa da natureza: aceita as leis que lhe favorecem, rejeita outras.

Chama a racionalidade quando ela é necessária, afasta-a, quando não se presta aos seus objetivos. Em quais assuntos? Em todos os assuntos polêmicos da atualidade e de sempre: evolução, sexo, conservacionismo, economia, etc. A grande verdade é que não há honestidade intelectual, somente defesa de interesses de parte a parte, de grupos de interesse.


Friday, December 29, 2006

Voltando a tempo

Nessa forma de contar o tempo, em que separamos a vida em blocos de anos, dizendo que vivemos um "x" número de anos, diga-se de passagem uma forma imprópria, burra e irreal, já que anos decorridos não são anos necessariamente vividos, mas sobrevividos.

Não fomos feitos para um simples viver; foi o próprio Cristo quem disse: "Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância". Ter vida em abundância significa aproveitar e valorizar o tempo vivido e não apenas sobreviver.

Isso, de certa forma engloba tudo, porque quem é miserável não tem vida em abundância, para que todos tenham vida em abundância é necessário que haja divisão equitativa dos recursos em todo o planeta, que haja igualdade entre irmãos.

Até lá, não seremos mais do que lutadores, e não teremos a paz...

Thursday, December 21, 2006

Monday, December 04, 2006

Bom... ele é bonzinho, mas nem tanto...

O projeto do computador - na verdade uma espécie de lap-top - de U$100 dólares que o Brasil quer implantar nas escolas brasileiras ganhou um opositor de peso: Bill Gaites. Como entender que alguém que vive às custas da informática e dos computadores se oponha a um projeto que vise popularizar a ferramenta mais importante para aumentar o número de usuários, o preço do computador?

Mas dá para entender as preocupações do conhecido filântropo mundial, Mr. Gaites. Ocorre que para atingir esse preço mínimo, um valor realmente baixo, cem dólares, todos os preços envolvidos no computador devem ser mínimos. Nisso entra que o sistema operacional não pode ser o de Mr. Gaites, um sistema que custa mais do que a proposta inicial de preço do pc sugerido.

Então Mr. Gaites começa a levantar obstáculos ao projeto, dizendo "que levar computadores a gente muito pobre no mundo todo não é necessariamente uma boa idéia". Ah é Mr. Gaites? Sinceramente... Eu lhe tenho em mais alta conta do que isso, sua oposição ao projeto esconde o interesse corporativo da Microsoft e não é nada bonito.

Monday, November 06, 2006

Mais uma

Passou mais uma eleição, e tenho a triste impressão que, entre os ruins, escolhemos o pior deles. Com isso assumo que nem sempre o povo é sábio, nem sempre escolhe o melhor. Nem preciso defender essa tese sabendo que o povo escolheu cruxificar o Cristo, elegeu Hitler e fez muitas outras bobagens. Massa está longe de ser sinônimo de sabedoria, acho que muito pelo contrário, as massas são fracas e manipuláveis.

Toda essas minhas impressões sobre as massas não vale um vintém no regime democrático, são as regras do jogo; não cabe discutí-las e sim acatá-las. O jogo foi jogado, o candidato escolhido, e vamos com a escolha do povo, mesmo não concordando com ela, agora está escolhido o presidente de todos os brasileiros pelos próximos quatro anos.

O país não ficará muito diferente do que é; tenho certeza de que não irá pra frente, só espero que não fique muito pra trás e que, ou se mexa com muito cuidado nas leis ou é melhor deixar tudo como está...

Tuesday, October 24, 2006

Jogo da Ilusão

Fico impressionado com a cara de pau dos nossos candidatos à presidência do país; mentem descaradamente sem a menor das cerimônias, propagam como realizado aquilo que em verdade não fizeram, apresentam obras e feitos não realizados, e prometem aquilo que nunca irão fazer. Um festival de bravatas!

Pobre povo. No meio desse festival de inverdades deve pensar o quê? Que são loucos! Pois, a crerem no que ouvem, deveriam viver num paraíso e não no inferno que é a realidade do dia-a-dia. Vocês acham que exagero? Um desses maravilhosos candidatos chegou a dizer que a nossa saúde era quase perfeita!

Quem madruga, vai para uma fila do SUS e marca consulta com um especialista para daqui a dois anos, deve pensar que está louco, ou não? Falam que foram criados milhões de novos empregos, quem está desempregado, com os filhos sem conseguir emprego, deve pensar o quê?

Enquanto isso continua a campanha na ilha da fantasia...

Saturday, August 26, 2006

Pobres...

Não vou incorrer no mesmo erro, dizendo, por exemplo, que os filhos que foram chamados a reconhecer o corpo da mãe dentro de um saco no necrotério de uma unidade do SUS, quando constataram que ela ainda estava viva, sirva como um exemplo geral do atendimento prestado pelo órgão; assim como o nosso inocente presidente da república não deveria achar "inocentemente" que o tratamento a ele dispensado é o mesmo dispensado a todos os segurados do sistema, dizendo ser o mesmo "quase perfeito".

Esse parece ser um dos nosso maiores problemas. Quando Lula e sua galega se refugiaram na Granja do Torto, passando a viver por conta do baú da viúva, também passaram a achar que o maná fosse de todos, que os problemas da patuléia estavam resolvidos. Pobre torneiro mecânico guindado a tão importante e fora do seu alcance função, incapaz do discernimento para ver que o povo continua na mesma miséria, na mesma amargura; hoje apresenta um país que só existe nos seus sonhos, na suas quimeras infantis.

Pobre infantilizado povo que acha que poderá salvar-se pelas mãos de um salvador. Não sabe que a salvação só vem pelo suor que escorre do rosto, pelos calos que se formam nas mãos...

Monday, July 17, 2006

Um Problema Sanitário!

A decisão da promotoria inglêsa de não acusar nenhum dos agentes responsáveis pela estúpida, barbárica e inexplicável execução do brasileiro Jean Charles de Menezes não se constitui em nenhuma surprêsa.

Trataram do caso do brasileiro como alguns pernósticos do primeiro costumam tratar de casos de quem é proveniente do terceiro mundo, como se a vida desses não tivesse valor o mesmo valor que a dos seus cidadãos; "como uma vida de terceira classe". Dizer-se que não há culpados num resultado desastroso desses é querer brincar com a inteligência alheia.

Quem acredita que dizer simplesmente algo como: "Foi um erro!", "Erramos de alvo!", ou "Achamos que se tratava de um terrorista!" são desculpas aceitáveis para o que houve? Mata-se um cidadão e depois se diz: "Desculpe, eu me enganei", como se alguém tivesse elimitado uma barata sem querer! Pronto! Tudo está resolvido?

A promotoria inglêsa vai tratar este caso, dizem, como uma infração as leis sanitárias. Entendo... deve ser porque o sangue de alguém do terceiro mundo ousou "sujar" o metrô londrino...

Tuesday, June 20, 2006

Amanhã entra o inverno

Essa frase com que titulei esse comentário já foi importante, uma data que marcava a entrada de uma das nossas estações climáticas, quando o mundo, quando a natureza ainda respeitava as estações. A partir do momento que os homens passaram a não mais respeitar a natureza e esta passou a não mais respeitar nada, você pode ter qualquer estação em qualquer época do ano.

A uma dúzia de dias atrás nós tivemos uma temperatura que beirou os 40 graus centígrados, isso num final do outono, quase inverno; depois disso os termometros já despencaram e andaram pelos 4 graus, para depois retornarem aos 28 graus. Agora dizem que vem o inverno vem ai e vai esfriar. Vai?

Monday, May 29, 2006

Semana vai...

Semana vem... Para quem ainda acredita em pesquisa: dá para aceitar o resultado de uma pesquisa que diz que 37% da população acha bom ou regular o nosso Congresso Nacional? Ou que a desaprovação fique só nos 42%? Na prática, isso significaria dizer que o nosso Congresso Nacional está aprovado, entre os que acham regular, bom e ótimo o número supera os 50%, portanto acima da média 5.

Ou estamos com a pesquisa errada ou então com o povo errado. Temo que a resposta seja a segunda, para a qual não há remédio, ou há mas não querem ministrá-lo para que não percam a "boquinha", para garantir resultados de pesquisas como essa aí de cima. Ou você acha que com um povo educado, esclarecido, politizado, esse congresso que é uma verdadeira corja seria aprovado pelo povo?

Depois acontecem essas tragédias, elegemos torneiros mecânicos para presidente...

Monday, May 22, 2006

Respostas...

Gostei de ver a reclamação do chefe do crime organizado, do PCC: - Pô, a gente parou com os ataques e eles (os policiais) não pararam..." Deixa ver se eu entendi, o sr. Marcola decreta que quarenta e poucos policiais devem morrer, ataca os policiais, mata, ataca inclusive as famílias dos policiais. Quando a polícia responde e começa a matar os seus marginaizinhos (107 até há pouco) aí o sr. Marcola quer terminar a brincadeira, não quer brincar mais... interessante!

Como se a sociedade estivesse refém da vontade, do até quando eu quiser desse marginal, desse cretino, desse crápula que, preso acha que pode fazer o que bem quer da sociedade, muito bem seu Marcola! Agora o senhor não quer mais brincar de polícia e bandido, muito bem... muito bem... Quer parar com a brincadeirinha, não quer mais saber quem pode matar mais, muito bem seu idiota!

É assim que tem sido as coisas nesse país, sempre refém de um idiota desses, de um canalha qualquer que se acha o dono do pedaço. Temos que parar de admirar e de dar divulgação, paparicar esses anti-heróis, esses covardes de meia tigela. Valentes e heróis são os que se levantam todo o dia e vão para o trabalho, vão enfrentar honestamente a batalha do dia-a-dia pela subsistência.

Saturday, May 13, 2006

Agora a sociedade quer resposta é?

A sociedade acabou aprovando leis que fortalecem a marginalidade; a nossa nova constituição de 1988, aprovada sob forte inspiração do medo incutido pelos militares pelo que ocorrera durante a revolução, quis ampliar ao infinito as garantias do cidadão e, com elas, elevou também as garantias da marginalha. Pouco tempo se passou para que os indicadores começassem a mostrar a elevação do número de assaltos, roubos e homicídios.

Muito escrevi e tenho escrito sobre isso, sobre a total perda de respeito de parte da marginalidade em relação aos órgãos de segurança. As polícias passaram a ser encaradas como as organizações que precisavam ser fiscalizadas pela sociedade, ONG's, OAB e vários outras instituições; tudo para defender a "pobre" marginalha dos "malditos policiais". Agora, finalmente conseguiram o que queriam, desmoralizaram as polícias que se tornaram refém dos marginais. Hoje em São Paulo se viu o resultado prático disso? Os marginais resolvem atacar os órgãos de segurança.

Vejo alguém dizendo que deve haver "uma resposta a altura" dos órgãos policiais. Muito bem! Então agora a sociedade espera por uma resposta da polícia, da "maldita polícia", que nessa hora serve aos interesses da sociedade, muito bem! Primeiro atacam a polícia e agora querem resposta, agora que o IML está lotado de policiais mortos. Eu tenho absoluta certeza que advogados, que membros de ONG's, ou outros órgãos de defesa de direitos humanos não estão lá no IML consolando mães, pais, mulheres, filhos e filhas de policiais mortos, executados.

Eu gostaria, agora, que essas entidades, essas pessoas que adoram se meter naquilo que não conhecem, que bancam as entendidas em segurança pública - agora que se perdeu o controle, eu gostaria que os militantes dessas organizações fossem com sua bandeirinhas e camisetas brancas para a linha de frente, que dessem as suas caras deslavadas para tomar bala, que fossem defender as suas idéias, na frente dos tiros de metralhora, granadas e fuzis. Mas agora esses valentes devem estar metidos embaixo da cama, esperando que a polícia os defenda.

COVARDES!

Monday, May 01, 2006

Meu cachorro autista

Estou desconfiado de que o meu cachorro tem algum tipo de autismo. Ele é um basset hound, com aquelas enormes orelhas, não, ele não é um orelhudo surdo, ele só é surdo para mim e quanto saímos a passear. Na hora do passeio ele age como se fosse um autista, se desliga do mundo, entra numa espécie de transe e nada mais consegue chamar a atenção dele.

Eu chamo ele pelo nome, chamo ele de bonitinho, de fofinho, assobio, faço palhaçadas para ver se ele nota a minha presença e: nada. Ele continua impassível fazendo o que estiver fazendo; nada é capaz de fazê-lo alterar seu estado inercial do momento. Se ele estiver para, assim continuará. Se estiver um movimento oscilatório cachorramente uniforme, também continuará no seu passinho de Luka, de "não tô nem aí".

Depois que retornamos do passeio, aqui no quintal de casa, ele recupera um pouco do sentido da audição, pois ele não é lá muito chegado a essa coisa de chamou já vou lá correndo. Ele meio que faz um charme, meio que se faz de difícil. mas acaba vindo. Agora, se estiver na rua, pode esquecer!

Thursday, April 27, 2006

Amadurecimento

Não, não estou me referindo a uma fruta no pé. Refiro-me ao amadurecimento que leva ao entendimento do mundo, a compreensão das relações dos homens entre si e com o mundo que o cerca. Isso é algo que demanda um certo tempo, assim como a fruta, mas também necessita de um "sol do conhecimento". A um espírito simples, despreparado, o amadurecimento dos anos nem sempre traz como conseqüência natuaral o amadurecimento do espírito. Ser um velho não significa ser um sábio, contrário senso, em um jovem é até possível encontrar um espírito maduro.

Nós somos uma país maduro, um país com 506 anos não é mais nenhum infante, já temos alguma história para contar. Somos madurões na idade, mas somos imaturos no comportamento, como habitantes do país, no saber ser uma cidadão, no comportar-se como tal. Falta-nos o conhecimento, o enfrentamento de certos ritos de passagem que formam os povos. Gustave Le Bom, o filósofo francês do século XIX, dizia que é preciso um derramar sangue para lavar a alma de um país, para que seus habitantes adquiram valores morais.

Não sei até que ponto as teorias de Le Bom estão certas, mas todos os grandes países de hoje já enfrentaram as suas guerras, já derramaram a sua cota de sangue. Eu gostaria sinceramente de acreditar que Le Bom estivesse errado, que não fosse preciso paassar pela desgraça de uma guerra para transformar o país numa grande nação. O que nos torna capazes disso é a inteligência, a capacidade de absorver, de aprender com a experiência dos outros. Se já sabemos que o caminho é este, porque não crescermos sem ter a necessidade da expiação?

Monday, April 24, 2006

Tuesday, April 18, 2006

Justiças e Injustiças

Minha filha é advogada, eu sou menos do que um rábula, cheguei a cursar alguns anos da faculdade de direito sem nunca ter concluído o curso, meu negócio são os números - sou um engenheiro mecânico - e um pouco afeiçoado às letras, gosto de escrever, mas gosto menos de leis. Pela minha convivência com a internet e por ter algum tempo disponível, ajudo na atualização da página do escritório de advocacia da filha - http://www.litis.brturbo.com.br - e hoje estava transcrevendo um artigo sobre O Sagrado Direito de o Réu Mentir em Processo Criminal de autoria do advogado Félix Soibelman (que pode ser lido no site da minha filha, no ítem Artigos, endereço citado anterior).

Este artigo apareceu agora tendo em vista esta polêmica criada pelo caso da jovem Suzane von Richtofen - é assim que se escreve o seu nome? - devido a sua entrevista, se seria ou não uma armação dos advogados para comover a opinião pública. Pois no artigo do Dr. Felix Soibelman, contráriando a opinião da própria OAB, que tal procedimento seria motivo de processo no Conselho de Ética da classe, é reconhecido como legítimo direito de defesa tanto a armação dessa encenação para a opinião pública como qualquer mentira do acusado usada como argumento de defesa.

Tuesday, April 04, 2006

Carinho, Atração e Virilidade

Carinho, Atração e Virilidade são as características das varinhas de incenso, ou as características que são despertadas pelos odores desprendidos durnte a queima do artefato, ao menos é o que está anunciado na embalagem de Almiscar Blanco da Natural Mystic.

Quem compra as varetas para mim é a mulher. Carinho, atração e virilidade? Será que existe alguma mensagem a garcia nessa compra? Eu digo para ela: - Virilidade não adianta mais, não há varinha de incenso nesse mundo que faça o milagre! Ela diz que eu malicio tudo, que a expressão virilidade da caixa não está empregada nesse sentido, mas no sentido de forte, de disposto. Sei. Hummm...
Virilidade - do Lat. virilitate - s. f., qualidade ou estado de viril; idade do homem entre a adolescência e a velhice; aquilo que constitui o sexo masculino, as propriedades somáticas e psíquicas do homem; fig., vigor; energia.
Essa é a definição dicionáriana de virilidade, realmente ela é ampla, abrange aspectos "somáticos e psíquicos". Acho que a mulher está certa, eu tenho uma mente poluída - ou nós homens temos uma mente poluída? Tudo é levado para o lado da sacanagem. Ainda bem!

Wednesday, March 29, 2006

Uma distinção não bem definida

Primeiro deixa que eu lhe diga, caro amigo, a internet ainda é um dos locais onde mais se tem e mais se preza a liberdade dos usuários - embora com visíveis problemas na outra ponta, a da responsabilidade. Ainda existe muito anonimato e, conseqüentemente, muita irresponsabilidade na rede, uma coisa é fruto da outra. Qualquer um compreende que é muito difícil atingir as duas metas, para se ter um bom controle é preciso restringir certas liberdades, então...

Esse intróito é só para declarar que ninguém vai dizer para ninguém o que deve ou não fazer na rede, o que deve publicar ou como deve publicar. Fora alguns princípios básicos, cada um faz o que quer. Os puristas entendem que os blogs deveriam ter como tema básico a usabilidade, ou seja, deveriam ser utilitários, servir para alguma coisa, evitando o inevitável: a poluição do ciberespaço.

Basta uma navegada pela rede para constatar que estamos a milhões de quilômetros - e de blogs! - de distância desse objetivo. Eu mesmo, devo confessar a bem da verdade, escrevo muita coisa que, dentro desse rigor do utilitarismo deveria ser simplesmente apagada da rede. Eu entendo a alegação de quem defende o ponto de vista do utilitarismo, os mecanismos de buscas ainda não conseguem separar eficientemente o que é sério do que é bobagem.

Seria o caso de propor uma espécie de autoclassificação, funcionaria assim: cada autor faria uma análise daquilo que escreveu e seria implacável, marcaria o seu texto como "utilitário" ou "inútil". Eu acredito que muito lixo ficaria de fora dos mecanismos de busca, tem muita gente sincera nesse mundo.